Quando eu era pequena lá em barbacena (mentira, em SP mesmo), tive alguns cachorrinhos.
Primeiro era uma raça Lassie (raça lassie existe? ah era igual do filme...), era um macho e foi roubado no condô, um dia mamã abriu a porta, ele correu, e lá na esquina um carro parou e enfiou ele pra dentro, o nome dele era Iraque se não me engano.
Depois que me lembre veio o Puc, filho da File (cadela da minha melhor amiga), que sempre fugia, ficava dias desaparecida, depois voltava toda torta, desnutrida e mancando. A raça, vira-lata.
Então Puc, desde "criança" caiu do meu colo e bateu a cabeça, ficando lesado forever. Uma vez qdo mamã viajou pro Sul, e ficamos só nós em casa (eu e manas), acordei com um bafo de feijão podre (oi?) lambendo minha cara, era Puc, que logo após mijou em cima dos lencóis.
A "criança" cresceu e foi pro quintal. Lesado desde sempre, qdo chovia o bicho doido pulava a janela dos quartos (que tinham grades) e entrava pra dentro de casa, fazendo assim a zona e deixando mamã magultra doida, querendo matar o bichano. Pensa num cachorro anão que pulava a altura de um muro de quase 2 metros. Este era Puc. (que um dia pegou sua própria mãe, safado)
Mas um dia, mamã não aguentava mais as peripécias do pulguentinho mais amado do Brasil e resolveu doá-lo pra um amigo de papai. Tal amigo que veio buscá-lo, e nós? Nós choramos, sisperneamos, e ele tb chorou....
Anos após o ocorrido, fomos na casa do amigo de pópi e vimos o Puc, pensa num cachorro que já tava ficando lesado (mais?) e reconheceu a gente? Não há duvidas que os bichos não esquecem do cheiro do primeiro dono.....
Puc jamé esquecerei de ti, meu mesclado branco e preto.
Será que ele ainda vive?
tb teve o totó, quase um cão de circo...um dia conto.



